DVD RIO SONATA – NANA CAYMMI

DVD RIO SONATA – NANA CAYMMI

DVD RIO SONATA – NANA CAYMMI

 
Não foi a primeira experiência do cineasta franco-suíço Georges Gachot em destacar artistas da nossa MPB. Em 2005, lançou o documentário “Música É Perfume”, homenageando a cantora Maria Bethânia.
Já no ano de 2010, lançou o sensível documentário “Rio Sonata”, desta vez destacando a trajetória musical da cantora Nana Caymmi, mulher forte e de personalidade marcante, que alcançou respeito e admiração no cenário musical brasileiro e internacional em mais de 50 anos de carreira. Primeiro, foi assistido nos cinemas e nos principais festivais do gênero pelo mundo e, este ano, o material foi lançado no formato DVD, pelo selo Quitanda, de propriedade de Maria Bethânia.
Você vai conferir belas imagens musicais da cantora ao lado do pianista e arranjador Cristovão Bastos, do seu irmão violonista e arranjador Dori Caymmi, do pianista e arranjador Itamar Assiere, do violonista João Lyra, do bandolinista Marcilio M. Lopes, do baterista Jurim Moreira, do percussionista Don Chacal, e dos contrabaixistas, Jorge Helder e Sérgio Barroso.
Além da parte musical, merecem destaque as imagens de um Rio de Janeiro curiosamente nublado e cinzento. E a cidade continua maravilhosa, mesmo com o tempo fechado e com o mar revolto.
O set list do documentário conta com os seus grandes sucessos como “Até Pensei”, “Medo de Amar”, “Fora de Hora”, “Saudade de Amar”, “Estrada do Sol”, “Atrás da Porta” (para mim, o ponto alto do documentário), “Só Louco”, “Resposta ao Tempo”, “Não Se Esqueça de Mim”, “Sábado em Copacabana”, “Um Vestido de Bolero” entre tantos outros belos temas, interpretados em shows ao vivo ou em estúdio.
E são imperdíveis também os depoimentos dos grandes artistas, como o de Gilberto Gil (que foi casado com ela), Milton Nascimento, João Donato, Erasmo Carlos e Maria Bethânia. E as participações muito especiais de Tom Jobim, Miúcha, Suely Costa, Mart'nália e o querido e saudoso Dorival Caymmi
Nana Caymmi nunca foi uma cantora da grande massa, mais é, sem dúvida, uma das cantoras mais talentosas de todos os tempos, dona de uma interpretação intensa e inconfundível, além de possuir um senso de humor muito interessante. Nunca se preocupou com rótulos e sempre foi muito autêntica em suas declarações. Para mim, o que mais se destaca em sua trajetória musical é cantar com um grande coração, sempre aberto e acolhedor.
Nos 84 minutos do documentário, você vai poder conhecer um pouco mais sobre esta grande artista, que fala muito da sua vida, de curiosidades da sua família, da sua carreira e uma surpreendente declaração de amor à música clássica, principalmente pelos compositores Debussy, Ravel e Tchaikovsky. E também vai acompanhar cenas do seu cotidiano, andando de táxi, se divertindo numa mesa de carteado e descontraindo dentro do camarim, local mais sagrado de qualquer artista.
Quando do lançamento do documentário aqui no Brasil, me chamaram a atenção dois depoimentos. O primeiro, do diretor Georges Gachot, que de forma muito feliz sintetizou: “Nana, sua vida é um sonho musical”. E o segundo, da própria Nana, que de forma muito clara, disparou: “Só mesmo um francês para entender o que faço, para fazer um filme. Público eu tenho em qualquer lugar, mas ele colocou a artista, a intérprete, coisa que o Brasil não conseguiu fazer nas telas porque eu não rendo dinheiro. Chama-se cultura, arte”. Quanta sabedoria e franqueza.
 
 

 

Silvia Goes, Ivâni Sabino & Pepa D'Elia - “A Vida Tem Sempre Razão – Tributo a Toquinho”

A pianista, compositora e arranjadora Silvia Goes foi a idealizadora e responsável pela realização deste projeto, ao lado do contrabaixista Ivâni Sabino e do baterista Pepa D'Elia, lançado em 2006 pelo selo Circuito Musical, dirigido pelo meu querido amigo e produtor Genildo Fonseca.
O disco é um tributo instrumental e traz as principais composições de Toquinho, com quem o trio dividiu o palco nestes últimos anos aqui no Brasil e pelo mundo afora.
Talvez por este motivo, de grande afinidade, as 13 faixas foram gravadas num clima de uma “jam session”, trazendo muita cumplicidade, entrosamento e uma nova visão sobre as composições do artista.
Meus destaques ficam para “Aquarela”, “Tarde em Itapoã”, “Sei Lá”, “Morena Flor”, “O Filho Que Eu Quero Ter”, “Caso Encerrado”, “Mais um Adeus”, “Medley  Como Dizia o Poeta/Meu Pranto Rolou/Para Viver Um Grande Amor/Regra Três”, “Samba de Orly” e a composição inédita de Silvia Goes, “Seu Antonio”, que ganhará letra de Toquinho.
E no texto do CD o trio destaca: ”Toquinho encara a música, a profissão, as relações, os conflitos, a vida enfim, com uma disposição jovial e um frescor que talvez só os poetas consigam ter”. Realmente, Toquinho é um artista de alma jovem.
E, como curiosidade, Silvia Goes lançou recentemente o livro “O Cérebro Musical” pela Editora Person, com o objetivo de ajudar a qualquer pessoa a identificar e desenvolver o seu som interno. Bela iniciativa, que com certeza vai ajudar muitas pessoas a entender a música que toca no interior de cada um de nós.

 

 

Filó Machado - “Ubida”

Este CD me foi presenteado pelo querido amigo e ouvinte Ademir Gargiulo Soares, que tem uma amizade muito próxima com o violonista, guitarrista, cantor, compositor, arranjador e produtor Filó Machado, nascido em Ribeirão Preto e que considero como um dos grandes músicos deste país.
E o sugestivo nome do CD “Ubida”, do ano de 2010, é uma homenagem ao também caro amigo José Luiz Ubida, seu primeiro professor de violão, quando ele tinha apenas 9 anos de idade e que foi seu grande companheiro nos bailes na década de 60.
O disco nas 14 faixas traz convidados de peso, como os pianistas César Camargo Mariano e Kenny Barron, o violonista Romero Lubambo, o contrabaixista Nilson Matta, o baterista Paulo Braga, o saxofonista Teco Cardoso, o guitarrista Daniel Santiago, o gaitista Gabriel Grossi, o trombonista Steve Turre e o flugelhorn de Daniel D'Alcântara.
Do repertório, não deixe de ouvir “Jangada de João”, “L'Habitant Du Ciel”, “Campagne de Dedè”, “Bárbara”, “Ana, “Efêmera Paixão” e a faixa título “Ubida”.
A sensibilidade, o talento, a versatilidade e a bagagem musical de Filó se encaixam em diversos estilos e gêneros e seus solos vocais são sempre surpreendentes e primorosos.
Uma pena que este artista tão importante do nosso país esteja no mercado paralelo, tendo mais destaque fora do país do que aqui no Brasil.
Podem acreditar, este músico é um fenômeno, é genial.

Postado em: 19/08/2013

 


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